loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

“Tem de escolher quem vive e quem morre”

Ouvir
Compartilhar

O presidente do Sinmed explica que a carência de médicos no HGE é tanta que, hoje, qualquer um que chegar lá, se for médico, mesmo recém-formado ou sem especialização em urgência, vai trabalhar no atendimento. ?Falta estrutura, analgésicos, anestésicos, equipamentos, manutenção. Às vezes, tem um respirador só para três, quatro pacientes, e você tem de escolher quem vive e quem morre?. Segundo o médico, está cheio de pacientes internados nas salas de cirurgia porque não têm para onde ir. Chegou ao ponto de as quatro salas de cirurgia estarem lotadas. Pararam as operações durante horas porque, após as cirurgias, não tinha para onde levar os operados. ?Na entrada do Centro Cirúrgico, há filas de pacientes esperando. Parece que a capacidade de indignação das pessoas está acabando?. Morrer ou ficar vivo antes da cirurgia é uma questão de tempo, pode ser uma questão de sorte. Wellington Galvão lembra que, entre várias denúncias levadas ao MP, há dois anos, foi informado que duas pessoas caíram da maca, durante uma vistoria do sindicato. ?Uma delas morreu de traumatismo craniano. Também teve o caso de uma mulher que estava há duas horas morta em cima de uma cadeira. Em 2006, a promotora Micheliny Tenório fez o maior barulho porque encontrou formigas no HGE, mas, no ano passado, identificaram que uma pessoa estava morta ao perceberem que havia um caminho de formigas na direção dela?. MG

Relacionadas