Cidades
Cair da maca � rotina no hospital
Os flagrantes absurdos são rotina no corredor da morte. O Sindicato dos Trabalhadores em seguridade Social e Trabalho (Sindprev) colhe fotos e vídeos de cenas dantescas quase que diariamente. ?Na semana passada, estava estabelecido um campo de concentração na área azul e na área vermelha. Uma paciente com suspeita de AVC que tinha acabado de voltar de uma tomografia, ao tentar se acomodar na maca, caiu de uma altura de mais de um metro, por pouco não morreu. Temos imagens que comprovam tudo?, afirma a diretora do Sindprev, Olga Chagas. Após a queda, a paciente ficou mais de quinze minutos prostrada no chão porque todos os padioleiros (maqueiros) estavam sobrecarregados, como de costume. A cena foi terrível, ?a filha, desesperada, ficou gritando ?socorro, a minha mãe vai morrer?, até que outros acompanhantes, indignados com a situação, recolocaram-na em cima da maca?. No ?matadouro?, cair é rotina. ?São inúmeros casos de queda?, conta Olga. Difícil é sobreviver. Sem manutenção, a maioria das macas está com a proteção arrancada, não têm freio embaixo para segurar as rodas e, sempre que o paciente se mexe, ela corre.