Cidades
Amea�a de notifica��o deixa militares exaltados
Uma suposta ameaça da corregedoria de notificar as associações militares por crime de desobediência provocou um enxame na tropa. ?É uma postura irresponsável?, alardeia o presidente da Associação dos Praças (Aspra), Wagner Simas. ?Isto relembra o tempo da ditadura militar?, corneta o diretor da Associação dos Bombeiros, Rodrigo Moraes. ?O governo demonstra que não é democrático, a consequência será a categoria radicalizar?, avança o presidente da Associação dos Subtenentes e Sargentos, Teobaldo de Almeida. A manhã de ontem foi tensa em dois extremos do Centro de Maceió. De um lado, as associações fechavam o trânsito na esquina do Palácio dos Martírios e acampavam em frente à Secretaria da Fazenda (Sefaz). Do outro, o Alto Comando da Polícia Militar se concentrava no Quartel Geral, ao lado da antiga Praça da Cadeia, para discutir o que fazer diante da mobilização, antes que a tropa se inflame ainda mais. Em plena reunião de cúpula, o corregedor geral da PM, tenente coronel Louvercy de Oliveira atendeu o telefone, mas ao ser questionado pela Gazeta sobre a punição por desobediência não quis confirmar nem negar. Mas antes de desligar o telefone, em tom ríspido, o corregedor fez uma sugestão incomum: ?Pergunte sobre isso ao subcomandante da PM (coronel Mário da Hora)?. É, no mínimo, curioso, já que só quem estaria apto a falar sobre isso seria o próprio corregedor ou o comandante geral, coronel Dimas Cavalcante. Como Louvercy desligou o telefone e não atendeu mais, não foi possível saber porque ele sugeriu o nome do subcomandante para tratar do tema. Mário da Hora também não atendeu o telefone.