Cidades
Centro de Zoonoses sofre com abandono
A saúde animal tem reflexo direto na saúde do homem. Evitar animais soltos nas ruas, doentes ou não, é uma ação de grande efeito na prevenção de doenças como micoses, sarna, brucelose, leptospirose ou raiva. Até mesmo os animais que têm donos, se não forem tratados adequadamente, também podem se transformar em transmissores de zoonoses, doenças transmitidas por animais ao homem. No tocante aos animais de rua, Maceió conta com um Centro de Controle de Zoonoses, com boa estrutura física, que atende até 15 animais por dia, em seu ambulatório, além de realizar exames laboratoriais e cirurgias diversas. Mas o trabalho está comprometido pela falta de investimentos. Em relação aos animas criados em casa, são muitos os problemas causados pela falta de consciência dos donos quanto às suas obrigações. Funcionando há 10 anos, na parte alta de Maceió, o CCZ carece de ampliação, de novos veículos e de recursos para assegurar alimentação e medicamentos para os animais que recolhe nas ruas ou que são deixados em suas dependências. O coordenador-geral do Centro, médico-veterinário Charles Nunes, entende o órgão como vital para a saúde pública, mas aponta a falta de apoio como impeditivo de um serviço mais eficiente. A lista de deficiências começa com a estrutura física do prédio, um dos maiores da rede municipal, mas já carente de ampliação, manutenção e reformas capazes de melhorar as condições do ambiente para os animais, o público e os servidores. Um solário, baias, banheiros e vestuário são espaços fundamentais ao trabalho de veterinários, zootecnistas, administrativos, agentes de endemias, serviços gerais e outros profissionais.