Cidades
Vidas s�o transformadas no Lar da Menina
Quando criança, Raniela Alves de Brito, hoje com 19 anos, vivia em condição de vulnerabilidade social: seus pais saíam para trabalhar, deixando-a com os três irmãos trancados em casa, na periferia da capital alagoana. Resultado: o mais velho facilitava a fuga dos menores, que ?adoravam? perambular pelas ruas do bairro onde ainda residem. A ?excessiva liberdade? de que desfrutava com os irmãos chegou ao fim quando um conselheiro tutelar os descobriu. Raniela foi encaminhada ao Lar da Menina, entidade beneficente e especializada na assistência social a garotas em situação de risco ou vulnerabilidade social em bairros da periferia da capital alagoana. ?Posso dizer que as voluntárias do Lar da Menina redirecionaram, para melhor, toda a minha vida. Colocaram-me nos trilhos e me incentivaram a investir nos estudos. Não tivesse recebido a orientação rigorosa, certamente tinha me desviado dos estudos e da perspectiva de progresso?, explicou à Gazeta. Raniela contou com o apoio das voluntárias entre 2003 e 2012, quando atingiu a maioridade. Só não perdeu o vínculo com o lar porque havia necessidade de mão de obra num setor criado dois anos atrás, o telemarketing, por meio do qual mais de 12.000 anônimos já direcionaram alguma ajuda financeira à instituição.