Cidades
Casa Rubens Cola�o recebe crian�as �rf�s ou abandonadas
Oficialmente, as 15 crianças residentes na Casa de Adoção Rubens Colaço não existem. Motivo: a ausência do registro de nascimento. Justificativa: aguardam o interesse de um casal qualquer, homo ou heterossexual, para ter nome e sobrenome incluídos no documento e garantir direitos civis. Destinadas à instituição em razão do abandono familiar ou da perda do pátrio poder, as crianças que não tem nome e crescem sem referencial de pai ou mãe não perdem oportunidade de proporcionar carinho aos que visitam o estabelecimento. Sorridentes, principalmente nos momentos de lazer, não recusam oferta alguma de abraço. Aliás, choram quando o afago momentâneo é interrompido. ?Quando a gente vai embora é aquele chororô?, conta, emocionada, Ingrid Amaral, há um ano administradora do abrigo, vinculado à Prefeitura de Maceió e improvisado num casarão do bairro do Farol. O chororô a que se refere a profissional é a maneira pela qual os pequeninos ?protestam? contra o abandono e a vida sem referencial paterno, na tentativa de conquistar um novo lar. A maioria não é adotada até completar os sete anos, ocasião em que as crianças são enviadas a outras casas de passagem da capital.