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Cidades

Simplicidade e amor ao pr�ximo

No Alto Sertão pernambucano, na cidade de Bodocó, que faz divisa com o Ceará, o céu ficou negro de repente. Pesadas nuvens de chuva começaram a se formar, enquanto rugiam os trovões e a ventania varria as ruas do pequeno município. O toró era iminente e d

Por | Edição do dia 24/03/2013 - Matéria atualizada em 24/03/2013 às 00h00

No Alto Sertão pernambucano, na cidade de Bodocó, que faz divisa com o Ceará, o céu ficou negro de repente. Pesadas nuvens de chuva começaram a se formar, enquanto rugiam os trovões e a ventania varria as ruas do pequeno município. O toró era iminente e desabaria a qualquer momento naquele lugar seco e esturricado. A multidão que acompanhava a pregação à frente da igreja, no meio da praça, começou a se dispersar e a buscar abrigo. Percebendo a movimentação, frei Damião interrompeu o sermão e levantou a voz. “Fiquem onde estão, pois quem permanecer aqui não será molhado pela chuva!”. Alguns nem ouviram e correram para não se molhar. Mas a maioria dos devotos do frei Damião de Bozanno, o capuchinho considerado santo pelo povo sofrido da região sertaneja, ficou onde estava. “Pois acredite que choveu em todo canto, menos na praça onde nós estávamos. Confesso que fiquei impressionado e nunca esqueci o que aconteceu naquele dia”, conta o frei Romildo Honorato, 46 anos, um dos oito frades capuchinhos de Alagoas. À época, ele era um jovem de menos de 20 anos e tinha a missão de acompanhar o frei Damião em suas peregrinações pelo Sertão. Contou-nos essa história na última quarta-feira, enquanto conversava com a equipe da Gazeta, no jardim interno do Convento dos Capuchinhos, no bairro do Farol.

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