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Freis desenvolvem trabalho social

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Foi na Praça Deodoro, quando ainda era estudante e passava dificuldades com a família, que o frei Romildo conheceu o trabalho dos capuchinhos em Maceió. ?Eu estudava no colégio Théo Brandão e estava indo para casa. Estava com fome. Nossa família era humilde e enfrentamos muitas dificuldades. Aí, vi os capuchinhos distribuindo sopa e fui me alimentar?, lembra o sacerdote. O trabalho social dos capuchinhos, a doação e a dedicação aos menos favorecidos despertaram a admiração no jovem estudante de 17 anos à época. ?Nessa época, eu tinha uma vida mundana, bebia, namorava e levava uma vida como a de todo jovem da minha idade, lembra. Até o dia em que meu pai faleceu?, conta o frade. Foram dias de muita dor em que, em meio ao sofrimento, Romildo sentiu nele o despertar das questões religiosas. ?Eu me voltei para a igreja, comecei a participar dos encontros e passei a conhecer melhor a Ordem dos Capuchinhos?, conta o frei. A decisão de entrar definitivamente na vida religiosa veio aos 23 anos com o ingresso na ordem e os votos de obediência, pobreza e castidade. Viajou para Natal, onde trabalhou em favelas com a população carente. Vinte e três anos depois, ele afirma que as tentações mundanas, como o consumismo, a ostentação e os bens materiais não o fazem desviar o foco de sua missão religiosa. ?Nossa formação é voltada para o desprendimento das coisas materiais. São Francisco, o fundador de nossa ordem, renunciou a tudo, para viver uma vida de pobreza?, diz.

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