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Cidades

Consumidores lotam mercado

O Mercado da Produção aumentou o número de vagas no estacionamento. Não adiantou. O engarrafamento já se formava em ruas a quase um quilômetro de lá, houve buzinaço e dificuldade para conseguir parar o carro. O mercado também ampliou o horário de atendi

Por | Edição do dia 29/03/2013 - Matéria atualizada em 29/03/2013 às 00h00

O Mercado da Produção aumentou o número de vagas no estacionamento. Não adiantou. O engarrafamento já se formava em ruas a quase um quilômetro de lá, houve buzinaço e dificuldade para conseguir parar o carro. O mercado também ampliou o horário de atendimento: das 6h às 15h. Foi o mesmo que nada. Milhares de consumidores, vendedores, peixes, camarões e crustáceos se esbarravam nos imundos corredores estreitos. Parece um mantra: muita gente deixou para comprar o pescado da Sexta-feira da Paixão na última hora. O resultado foi a superlotação. Teve gente que passou mais de duas horas para conseguir comprar dois quilos de peixe. “Cheguei antes das 9h e só estou saindo agora, 11h. Passei esse tempo todo para levar um pouquinho de pescada e tambaqui. Graças a Deus, consegui e agora posso voltar”, dizia a dona de casa Rose de Lima. Se o “vuco-vuco” já era grande do lado de fora, com a venda de verduras e legumes para acompanhar a moqueca, a fritada, a peixada ou o tira-gosto, dentro, então... O grande portão de entrada para a ala dos pescados parece um portal para outro mundo. O cheiro forte que ataca as narinas é o primeiro sinal a ser notado, o som de porretes em tábuas não para de martelar o juízo, junto com o ranger constante do amolar de facas. “Olha o peixe, olha o peixe, camurim fresquinho, chira baratinha!”. É um grito no pé do ouvido que faz o caboclo ficar mais atento. Camarões, sururus, folhas de brêdo e meio mundo de gente passando com sacolas de peixe ou dinheiro na mão para comprar. O burburinho de vozes só não é maior do que a visão do formigueiro humano formado nos corredores e ao redor dos balcões de pescado.

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