Cidades
Corpos come�am a ser exumados
Manifestando sinais de tristeza, José Rubenaldo Alves dos Santos, 32 anos, teve de assistir à exumação do corpo do pai, seis meses após o sepultamento. ?É muito triste relembrar essa perda?, disse Rubenaldo, filho do pedreiro Natanael Abílio dos Santos, de 52 anos, cujo corpo estava entre os 180 cadáveres enterrados sem atestado de óbito, em decorrência da greve dos legistas alagoanos, registrada no ano passado. O corpo do pedreiro, que morreu vítima de atropelamento quando trafegava de bicicleta num trecho da Via Expressa, em Maceió, em setembro de 2012, foi o primeiro da lista de exumações que o Instituto Médico Legal (IML) de Maceió começou a fazer, ontem. As exumações são uma exigência legal, pois os corpos não podem ficar sem laudo cadavérico. As prioridades serão as vítimas de acidentes de trânsito, pois o laudo é documento fundamental para que as famílias deem entrada, por exemplo, no seguro de acidentes. Os corpos que deixaram de ser examinados durante a greve dos peritos começaram a ser exumados após reclamação do Ministério Público Estadual, que esta semana cobrou resposta da Perícia Oficial, órgão responsável pelo Instituto Médico de Maceió. O procurador-geral de Justiça, Sérgio Jucá, exigiu não somente a exumação dos corpos, mas também a conclusão da reforma do espaço do antigo Centro de Ciências Biológicas (CCBi), onde o IML funcionará provisoriamente.