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“O Quebra de 1912 nos manteve isolados”, diz babalorix�

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O Quebra de 1912, relembrou Geraldo Majella, é o maior registro de intolerância racial e religiosa que se conhece em Alagoas. A história começou com uma perseguição ao então governador Euclides Malta, que já governava há 12 anos. Depois de receber o título de papa do Xangô Alagoano, foi destituído do cargo pela oposição. A partir daí, a Liga dos Republicanos Combatentes, uma associação civil miliciana liderada pelo sargento Manoel Luiz da Paz, massacrou os terreiros. Filhos de santo foram espancados e os objetos de culto sagrado queimados. Os registros históricos citam Tia Marcelina, a fundadora do Candomblé em Alagoas e a mais famosa mãe de santo do Estado, como exemplo da resistência. Para Geraldo Majella, são fatos históricos que precisam ser lembrados e repassados às futuras gerações para que não voltem a ocorrer.

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