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Lean e Damasceno desmentem boatos

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A direção da Fundação Educacional Jaime de Altavila (Fejal) e a Procuradoria Geral de Justiça negaram, ontem, ter havido qualquer pressão do Ministério Público (MP) que pudesse ter resultado na saída do professor José Damasceno Lima da presidência da instituição. O próprio Damasceno reafirmou que sua renúncia se deveu, unicamente, a uma decisão de foro íntimo e destacou o bom relacionamento que a Fejal sempre teve com os membros do MP. A presença de integrantes do Ministério Público, durante alguns dias, circulando em prédios onde funcionam setores ligados à Fejal havia suscitado que a fundação estava passando por uma fiscalização especial. Mas o ex-presidente da instituição esclareceu que isso não passou de uma ação de rotina do MP, desmentindo que estivesse sendo pressionado a se afastar do cargo. ?Essa fiscalização observada no Cesmac é feita anualmente pela Curadoria de Fundações da Procuradoria Geral de Justiça, com o objetivo de acompanhar o processo de desenvolvimento da Fejal, seus cursos, suas instalações. E isto conta com o apoio da própria instituição. De forma alguma isto tem ligação com minha saída . Nós e o Ministério Público sempre tivemos uma relação de cordialidade e respeito. É lamentável que os fatos tenham sido mal interpretados e passados de forma errada para a imprensa? ? afirmou . O procurador-geral de Justiça Lean Araújo confirmou que a saída do presidente da Fejal foi uma decisão pessoal. ?A presença do Ministério Público na Fejal segue um padrão de trabalho adotado em todas as unidades, com atividades de ensino similares e o ajustamento de conduta concluído e publicado no Diário Oficial, pelo Ministério Público, poderia ser feito por qualquer administrador?, afirmou Lean Araújo. Ele citou o exemplo de uma fundação de ensino do Vale do São Francisco, onde também houve necessidade de ajustamentos com o objetivo de prestar sempre o melhor serviço à comunidade. Segundo as explicações do procurador, é dever da Procuradoria Geral de Justiça atuar como curador das fundações educacionais para o engrandecimento de qualquer entidade do chamado terceiro setor. ?Apesar de ser uma entidade particular, a Fejal oferece atividade pública que requer fiscalização?, concluiu Lean Araújo. O presidente da Fejal e diretor-geral do Cesmac, professor José Damasceno Lima, renunciou aos cargos que ocupava na última segunda-feira. A renúncia foi feita por meio de carta entregue ao Conselho de Diretores durante assembléia. No lugar de José Damasceno Lima, assumiu a presidência da Fejal João Rodrigues Sampaio Filho. Missão Na carta, Damasceno disse ter recebido a missão das mãos do cônego Teófanes Augusto de Barros, fundador e idealizador da Fejal e do Cesmac, levando-o a buscar o crescimento institucional como principal meta de gestão. ?Rogo a Deus que ilumine os caminhos da Fejal e do Cesmac, em busca da realização de seus objetivos educacionais, culturais e sociais e de atendimento a comunidade carente?, escreveu o professor, transferindo as atribuições dos cargos ao Colegiado e se colocando à disposição dos interesses maiores da instituição. José Damasceno continua na Fundação, ocupando a função de diretor do Colégio Universitário e do Centro de Ciências Filosóficas e Teológicas, em convênio com a Arquidiocese de Maceió e a Diocese de Palmeira dos Índios. Durante a assembléia, os membros do Conselho de Diretores prestaram solidariedade a Damasceno, entre eles, João Sampaio, que destacou a dedicação do professor à instituição. O professor Jayme de Altavila também enfatizou o amor e o zelo que Damasceno tem pela Fejal. O professor José Bartolomeu Barros ressaltou as obras realizadas por Damasceno, citando a aquisição de melhores laboratórios para todos os centros, melhoria das instalações de prédios, a Fazenda-Escola Prof. Luiz Gonzaga Barros Filho, para o curso de Medicina Veterinária, o Fejal-LAB para atendimento da população mais carente do Bolão, o Hospital-Fejal e o Campus Universitário Alberto Antunes, no qual funcionarão os cursos de Engenharia e sobretudo os cursos que por ele foram implantados, passando de nove para 32 cursos, atualmente abrigando um contigente de quase doze mil alunos.

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