Cidades
Forma��o de cons�rcios � solu��o para munic�pios
Após dois anos de muita insistência tentando demonstrar a eficiência do modelo de gestão consorciada para os prefeitos, a coordenadora estadual da política de resíduos sólidos, Elaine Melo, constatou o que mais temia. ?A lei é de 2010, mas infelizmente eles começaram a debater em 2013. Agora têm que correr contra o tempo, precisam trabalhar muita coisa, principalmente a educação das pessoas, que acho o pior. Não se trata apenas de uma obra, de implantar um aterro?. A economista com mestrado em meio ambiente da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) tenta encontrar otimismo na base do antes tarde do que nunca. ?A vontade política ficava à parte, mas agora os gestores começaram a visualizar como uma questão prioritária, eles sabem que se não se consorciarem vão ficar de fora, com o lixo à toa, sujeitos a multas e sem receber recursos federais?. Mais do que a consciência ambiental, a consciência financeira mobiliza os prefeitos. Só que não é fácil implantar uma política de resíduos sólidos como manda a legislação. ?Como técnica, digo que eles precisam se organizar, fazer projetos básicos executivos de intervenções e buscar recursos para a obra?, explica Elaine, lembrando que não se trata de um consórcio de aterro, mas um consórcio de gestão. Precisa trabalhar uma política de resíduos sólidos, com projetos paralelos de conscientização, regulação, fiscalização, monitoramento e operação.