Cidades
Pr�dios antigos viram uma amea�a
Marginais em pleno Centro, prédios e casarões abandonados formam feridas ôcas na área mais movimentada de Maceió. Esquecidos ao léu, imóveis em ruínas apodrecem por desleixo de herdeiros ou incompetência de gestores públicos. Entregues à ação do tempo, edificações da Propriedade Privada, do Estado e da Igreja ameaçam a saúde pública e a segurança da população, sem que nenhuma medida concreta seja adotada para punir os responsáveis. Numa rápida turnê pelo comércio, a Gazeta localizou cerca de vinte imóveis fechados, abandonados ou interditados. Alguns estão em obras intermináveis, como a Biblioteca Pública do Estado e a sede do Arcebispado; outros que, no passado, pertenciam a famílias abastadas, na Rua do Imperador e na Ladeira do Catedral, são tomados pelo lixo e por usuários de crack. Alguns ostentam placas de ?vende-se? e ?aluga-se?, numa vã tentativa de negócio que se arrasta até por uma década, como é o caso do antigo Parque Hotel, na praça D. Pedro II. Há prédios que já abrigaram favelas de sem-teto, como a antiga sede do INPS, lacrada por ordem da Justiça, após ação de despejo traumática. Outros foram interditados para evitar acidentes entre os seus frequentadores. É o caso do Edifício Palmares (que já abrigou Inamps, IBGE e outros órgãos federais). Isso sem contar os que têm a estrutura precária ou mesmo caindo aos pedaços e ainda funcionam, como o antigo Produban, a agência do INSS Ari Pitombo, o Brêda e o antigo Hotel Beiriz.