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Lei deixa de ser cumprida

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De volta à Rua do Imperador, o comerciante Paulo Wanderley sofre com dois casarões abandonados ao lado do seu negócio. Um pertence a funcionários da Justiça, teve um projeto de recuperação orçado em R$ 400 mil e foi abandonado. Virou abrigo, segundo ele, para bandidos. O outro foi fechado, mas não lacrado. ?Colocaram só essas grades e virou depósito de lixo e até de gato, o pessoal vem e joga os filhotes, está caindo o reboco na calçada, tem escorpião, rato e ninguém suporta mais, a prefeitura devia fazer alguma coisa?. Na Rua da Praia, o problema é idêntico. Se o poder público não faz nada, a solução pode estar bem perto. Foi o caso do casarão da Rua do Imperador, que fica já próximo ao paredão da Assembleia. O local era usado como motel, banheiro e esconderijo para o uso de drogas, até que o autônomo Antônio Cordeiro conversou com o proprietário do imóvel para usar o espaço como ponto de reciclagem de lixo. ?Aqui era uma favela, uma bagunça, entrava todo tipo de gente, meio mundo de coisa, droga, já teve até morte, agora tudo mudou?, conta o reciclador Antônio Cordeiro. A política da ?vista grossa? sempre empurrou com a barriga o problema dos prédios abandonados na cidade. Somente no ano passado, foi criada a Lei Municipal de Inspeção Predial, que estabelece prazos para os proprietários apresentarem laudos de conservação e planos de manutenção. A medida foi tomada depois que uma força-tarefa formada por órgãos de fiscalização percebeu que não dava mais para jogar o lixo embaixo do tapete e lacrou imóveis, como o Edifício Palmares e o Hotel Atlântico.

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