Cidades
Conselho Tutelar fecha as portas
O ar impregnado de mofo numa sala sem lâmpadas, com escorpiões e insetos trafegando em paredes descascadas é o cartão de visitas do Conselho Tutelar da 1ª Região, no bairro do Poço. Crianças e adolescentes vítimas da violência, do abandono e de toda sorte de problemas são submetidos a um ambiente nada acolhedor para formalizar as denúncias. Diante do caos, os conselheiros decidiram fechar as portas do conselho, até que tenham condições de trabalho. Os cinco conselheiros eram forçados a trabalhar numa mesma sala, o que retirava toda a privacidade para tratar os problemas com as famílias. Como na mesma casa funciona o programa de Liberdade Assistida, os jovens que cometeram infrações penais como assassinatos, tráfico de drogas e assaltos convivem na mesma recepção que as crianças e adolescentes atendidas pelo conselho tutelar. O problema se arrasta desde a gestão passada, mas os conselheiros reclamam que já comunicaram à nova equipe da Secretaria Municipal da Criança e Assistência Social (Semcas), desde o fim de fevereiro. No relatório enviado, aponta-se a falta de itens como birôs, cadeiras para atendimento e para os conselheiros, armários, sofá para recepção, máquina xerox e até canetas, carbonos, resma de papel, clipes, grampeadores, extrator de grampos, colas, durex, espuma para carimbos e material gráfico.