Cidades
Clima de inseguran�a domina a regi�o
O empresário Joaquim Fonseca está há 40 anos em Jaraguá e divide estes anos em três momentos. O primeiro, antes da revitalização, quando a Rua Sá e Albuquerque tinha um comércio fortalecido e diversificado. O segundo, depois das obras, no qual o bairro fervilhou com bares, restaurantes e boates. E o atual, onde não há nem comércio e nem vida noturna. ?A decadência de Jaraguá começou nos anos 2000, com a chegada da favela e das drogas, o que deu início a um clima de insegurança?, afirma. Ele conta que um restaurante teve que fechar as portas depois de ter sido arrombado 19 vezes, no período de um ano. A loja dele, que vende forros, divisórias e outros itens similares, foi alvo de bandidos cinco vezes no mesmo espaço de tempo. ?Depois das 18 horas, aqui vira um problema. Nos dias de show ou em que tem festa nas boates, são cinco ou seis carros arrombados por noite. O pessoal das faculdades também não aguenta mais os assaltos e arrombamentos a veículos?, conta. Segundo Fonseca, muitos estabelecimentos fecharam as portas quando a rua foi bloqueada para as obras de revitalização, na década de 1990. A promessa da prefeitura era que o fechamento da rua duraria três meses, porém foi para mais de um ano. Ele lembra de alguns empreendimentos que dividiam a rua com a sua loja, como a Comisplan, Casa do Ferro, Supermercado Ceia, Casa da Borracha, cimentos Poty e Nassau.