Cidades
Ponto facultativo no Hemoal causa revolta
Várias pessoas reclamaram, ontem, de não terem feito doações de sangue ao Hemocentro de Alagoas (Hemoal) porque encontraram fechadas as portas daquele órgão de saúde. Tocadas diante dos problemas gerados pela falta de sangue no Hemocentro alagoano, que chegou a requisitar o líquido em hemocentros de Pernambuco, elas foram ?de boa vontade? ajudar a garantir o estoque, mas voltaram revoltadas para suas casas. Um desses voluntários foi o técnico em terraplenagem José Sales Silva Filho, de 47 anos, residente no bairro do Farol. Ele disse que ficou sensibilizado com as notícias sobre a falta de sangue no Hemoal e, por isso, foi ao órgão na manhã de ontem. ?Acho um absurdo depois daquele estardalhaço, de que não tem sangue, que há risco de zerar o estoque, que as pessoas cheguem aqui e encontrem o Hemoal fechado?, reclamou José Sales. Ele conta que ficou na porta do hemocentro por mais de 1h, esperando que aparecesse um funcionário. ?Enquanto fiquei lá aparaceram mais de 15 pessoas com a mesma intenção que eu?, disse ele. No último dia 22, a diretora do Hemoal, Verônica Guedes, definiu como ?calamidade pública? a situação do hemocentro que, segundo ela, estava com apenas 8,5% de bolsas de sangue necessárias para atender às maternidades e aos hospitais públicos de Alagoas.