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A CATADORA DE LIXO QUE VIROU EMPREENDEDORA

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O dinheiro é pouco, mas as mães do Bolsa Família sabem multiplicá-lo. Há dez anos, quando começou a receber R$ 98 por mês, Rosineide dos Santos começou a poupar e sonhar. Queria deixar de ser catadora de lixo para abrir um negócio. Era preciso guardar cada centavo que sobrava das compras de comida. Garantida pela renda fixa formal, pediu um empréstimo de R$ 3 mil, mas o banco só liberou R$ 80. Mesmo assim aceitou, melhor do que nada. Pegou o dinheiro e comprou uma porca. Se o suíno dos cofrinhos é o símbolo da economia, da poupança, o animal adquirido por Rosineide trouxe prosperidade. A porca estava prenha e teve 16 porquinhos. De cara, a empreendedora vendeu logo quatro crias por R$ 200, quitou a dívida com o banco, adquiriu um empréstimo maior e comprou roupas usadas que estendia no chão e vendia no meio da feira do Benedito Bentes 2, em Maceió.

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