Cidades
Sa�de se prepara para evitar epidemia de dengue em 2003
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) está intensificando desde julho as ações de combate ao mosquito transmissor da dengue para evitar uma epidemia da doença no verão. Segundo uma das coordenadoras do Programa de Erradicação da Dengue em Alagoas, Cleide Moreira, o trabalho de controle da dengue vem se dando em três áreas: o combate ao vetor (o mosquito Aedes aegypti); a capacitação dos profissionais para atendimento aos pacientes, principalmente devido ao risco de aparecimento de formas mais graves da doença, e a mobilização da comunidade. Com a chegada do verão, a campanha de combate à dengue será intensificada ainda mais nos próximos meses. A Sesau está fechando a programação para o Dia D de Combate à dengue, que acontece em todo o País no dia 23 de novembro. ?Estamos montando o Comitê de Mobilização contra Dengue, com a participação de 30 instituições, e que terá caráter permanente?, informa Cleide. Só este ano, foram registrados no Estado 11.294 casos, sendo confirmados 4.695. De 38 casos de dengue hemorrágicos notificados, apenas 11 foram confirmados, mas não houve registro de óbitos. Esses números foram bem superiores a 2000, quando foram registrados 1.518 casos e em 2001 2.172. Aedes: calor favorece proliferação Um fator que deixa em alerta as autoridades de saúde é que já circulam em Alagoas três tipos de vírus da Dengue. O vírus Tipo 3 já foi identificado em oito municípios alagoanos: Maceió, Arapiraca, Junqueiro, Porto Real do Colégio, Marechal Deodoro, Murici e Maragogi. ?A presença dos vários tipos de vírus da doença aumenta o risco de uma pessoa que já tenha contraído uma dengue tipo 1 ou 2 possa ter formas mais graves da doença (dengue hemorrágica) se contrair a dengue tipo 3?, justifica Cleide. Ela ressalta que casos de dengue existem o ano todo, mas os meses entre fevereiro e março são considerados os mais críticos. Em 76% dos municípios alagoanos, a infestação do mosquito transmissor é de 1%; em 22%, considerado de médio risco, a infestação do Aedes aegypti fica entre 1% a 3% e apenas 4% é considerado de alto risco, com índice de infestação acima de 3%. Como a incidência aumenta durante o período de verão, a Sesau vai intensificar as ações nos pólos turísticos, realizando mutirão de limpeza pelo menos uma vez por semana. Cleide lembra que a última epidemia da doença teve início por Maragogi, uma vez que havia muitos casos de dengue em Pernambuco. A técnica fez um apelo para que as pessoas eliminem todos os criadores de mosquitos dentro de casa, a exemplo dos reservatórios de águas que devem ficar vazios ou tampados.