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Casal fica aliviado ap�s fazer ultrassom

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Os apelos de Nascimento foram ouvidos. De volta à Santa Mônica, acompanhado pelo sindicato, ele foi atendido pela assistente social Viviane d?Almeida e finalmente teve informações sobre o estado de saúde de Jéssica e do bebê. ?O líquido que foi perdido tem um percentual baixo, ela está na medicação, em repouso. Como a gravidez tem 34 semanas, a gente decidiu mantê-la internada o máximo possível antes do parto. Não é interessante que o bebê nasça tão prematuro, o último órgão que se forma é o pulmão, então precisamos evitar que ele venha com problemas respiratórios?, relatava Viviane. A cada palavra dita, o semblante de Nascimento ficava mais aliviado. ?Mas eu preciso ver minha esposa, por que ela não tem o direito de ficar com o marido como acompanhante??, reivindicou. ?Infelizmente nós não temos estrutura para receber acompanhantes do sexo masculino, as mulheres às vezes ficam em corredores, com batas, e podem entrar em trabalho de parto na enfermaria?. Nascimento entendeu, mas não se conformou. ?Mas como vocês tem certeza que ela não perdeu líquido demais??, questionou. O pai sabia que só um exame poderia descartar esta dúvida. ?O médico do HU me disse que precisava do ultra-som, mas quando eu perguntei por que não fazia esse exame lá, ele disse que só podia fazer para as pacientes internadas?, conta. No domingo, Jéssica não conseguiu entrar nem na Santa Mônica, nem na Nossa Senhora da Guia, nem no HU, mas na segunda ela já era enquadrada como uma gestante de alto risco.

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