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“N�o tenho motivos para voltar atr�s”

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Mais conhecida como ?Jose?, a jovem Joseane Dantas é sorridente, muito inteligente e sabe se expressar bem. Uma realidade muito diferente do que se traçava enquanto era dependente do crack. O início dela nas drogas foi cedo, ainda na pré-adolescência, a partir de substâncias lícitas. ?Quando tinha doze anos, andava com uma turminha da escola que bebia cerveja e fumava. Eu pensava: ?ah, uma bebidinha não é nada?. Depois, conheci a maconha e fui me acostumando, com aquele pensamento de que era bom, relaxava e aumentava o apetite. Aos 17 anos, fui morar na Bahia [em Paulo Afonso] e me viciei no crack?, conta a alagoana, natural de Água Branca. Foi uma pessoa que mora na cidade sertaneja que a convidou para um retiro de uma igreja. A partir daí, ela despertou para a necessidade de se recuperar e fez o tratamento numa casa de acolhimento localizada em Arapiraca, sob o ceticismo dos pais, que tinham perdido a esperança de ter a filha de volta. ?Eu pensava: vou nada! Lá, eles vão me tratar como uma doente, me amarrar e me encher de remédio. Mas, depois de conhecer, vi que era muito diferente e acabei ficando. Eu amadureci muito e acordei para a necessidade de dar um novo rumo à minha vida?, afirmou. Na época, Jose passava por uma fase difícil. Estava grávida do primeiro filho e, como o pai do bebê também não tinha uma boa perspectiva de futuro, ela pensou em interromper a gravidez, com medo do que seria da vida daquela criança, mas decidiu continuar. ?Graças a Deus, meu filho nasceu uma criança super-saudável e hoje sou superfeliz?, exalta.

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