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Todos contra o avan�o do crack

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Ele chegou ao Brasil no começo da década de 1990, pegou o país de surpresa e como encontra um cenário favorável ? pobreza, falta de políticas públicas e de legislação específica para combatê-lo ?, o crack está vencendo a guerra. Um estudo da Universidade Federal de São Paulo (USP) coloca o Brasil no topo do ranking de consumo da droga. ?O crack é o lixo da produção de cocaína e, como temos fronteira com países produtores, a droga de baixo custo encontra terreno para se alastrar, principalmente, entre a população mais pobre, apesar de hoje pessoas de todas as classes sociais fazerem uso dela?, alertou o secretário de Estado de Promoção da Paz, Jardel Aderico. Em Alagoas, assim como em todo o País, quase todos os dias a imprensa registra casos de jovens mortos devido ao acerto de contas com o tráfico. Questão de polícia? O governo federal percebeu que não é apenas isso. Assim, lançou o programa ?Crack, é Possível Vencer?, que agrega, no combate à droga, ações de saúde, educação e assistência social, além de dividir a responsabilidade com Estados e municípios. A capital alagoana é signatária do programa desde março de 2012, mas impedimentos da legislação eleitoral ? como a proibição de contratar pessoal ? o engessaram no município. O objetivo de Jardel, coordenador do programa no Estado, é que 60% das ações estejam implantadas até o fim deste ano e, no segundo semestre do ano que vem, ele esteja 100% em funcionamento. ?Esse é um programa estruturante, por isso é demorado?, justifica. Ele diz que, devido a algumas ações que já vêm sendo desenvolvidas, como o Projeto Acolhe, Alagoas está à frente de outros Estados. Os desafios são grandes, principalmente pelos baixos índices sociais alagoanos e pelo avanço da criminalidade. Uma pesquisa interna da Sepaz revela um raio X dos usuários de drogas no Estado. Os números são de assustar. A idade dos usuários vai dos 12 aos 63 anos de idade e 47% deles usaram drogas pela primeira vez quando tinham entre 13 e 16 anos. A maioria deles é de baixa renda, com predominância econômica de 1 a 2 salários mínimos.

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