Cidades
Falta de fiscaliza��o � um problema
Ao editar a portaria 211/2013, a SMTT pretende reordenar o trânsito dos veículos que fazem o transporte de passageiros e diminuir o fluxo nas principais vias da cidade. Mas o objetivo esbarra num grande obstáculo, reconhecido pela própria Prefeitura de Maceió. Sem fiscalização, como acontece desde que a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de Alagoas (Arsal) regulamentou o transporte complementar, o maceioense vai continuar assistindo aos abusos e excessos praticados pelos motoristas que executam esse serviço. Por meio da assessoria de comunicação, a SMTT reconhece que o efetivo da Guarda Municipal de Trânsito é insuficiente para conter as irregularidades e descumprimento das normas do sistema da capital. Qualquer motorista que trafega pelas principais avenidas que formam os corredores de tráfego de Maceió já assistiu aos abusos praticados principalmente pelas vans do sistema complementar. ?Eles param de repente, em qualquer lugar, sem sair da faixa de rolamento. A gente é surpreendido direto com as manobras bruscas que fazem para ultrapassar, nos congestionamentos?, relata o mestre de obras Sebastião Ferreira da Silva, 49 anos, relembrando a ocorrência em que se envolveu há um mês, ao reclamar de um condutor de Van que, por pouco, não atingiu seu carro ao fazer uma ultrapassagem na Avenida Fernandes Lima. Já o taxista Fábio José Quintiliano dos Santos, 37, relatou a raiva que sentiu ao ter que esperar, na faixa de rolamento, que um micro-ônibus desembarcasse três passageiros, abrindo o porta-malas para que tirassem as bagagens. ?Imagine o absurdo dessa situação. Dá para entender porque a Fernandes Lima está sempre congestionada, com trânsito lento?, reclama.