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ESTRUTURA DE SHOPPING � CRITICADA

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Ângela Maria da Silva, vendedora ambulante há 12 anos, mas que conquistou ponto no Shopping Popular um ano atrás, não sente um pingo de saudades do cenário que a Prefeitura de Maceió idealizou para ser atração turística e fonte de renda para 465 permissionários, perto da Praça Deodoro, no Centro. Com apoio do esposo, Cláudio José da Silva, investiu mais de R$ 1.000,00 na decoração do novo espaço, no segundo piso daquele centro de compras. Trinta dias depois, não tinha recuperado sequer 10% do investimento, além de ter que pagar as despesas advindas da legalização como empreendedora individual. Dos seis anos de negociação na região da Praça dos Palmares, o casal faturou o suficiente para planejar, executar e concretizar a construção de imóvel no bairro do Clima Bom. Quando houve a mudança do ponto de trabalho para o shopping, começaram os problemas relacionados à queda drástica de faturamento. ?Das 8h às 18h. Esse era o horário de funcionamento do ponto. Ao final de tanto esforço, muitas vezes a gente não faturava nem R$ 10,00. Isso porque não havia cliente no segundo piso do shopping, onde o calor é insuportável porque nunca montaram a estrutura de refrigeração?, explicou à reportagem. Somadas as despesas com energia e tributos devidos ao poder público, o pequeno negócio de revenda de brinquedos precisava de R$ 115,00 por mês, independente de ter apurado algum real ou não. ?Não entrava nada?, explicou, justificando a razão pela qual seu amado regressou às ruas do calçadão. Para não perder a localização, Ângela concordou com o retorno de Cláudio José às ruas para comercialização de óculos. ?Aí, a gente recuperou o faturamento e equilibrou as contas?, explica. Três meses depois, o casal já tinha dinheiro suficiente para ?aquisição? de ponto no estacionamento da Praça dos Palmares. Resultado: os comerciantes conseguem, graças às centenas de transeuntes entre os velhos e sujos barracos, faturamento bruto médio de R$ 150. Descontadas as despensas com a mercadoria, adquirida de fornecedores que a importam de São Paulo, sobra mais de R$ 1.500,00 por mês.

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