Cidades
MUDAN�A N�O AGRADA A LOJISTAS
Funcionária da Iupee Bebê, loja especializada em roupa para recém-nascidos há 12 anos, a gerente Elisângela Vilela é testemunha da drástica queda de faturamento do negócio durante os seis anos de manutenção do camelódromo em frente ao estabelecimento, na Rua do Comércio, perto da Praça Palmares. ?O faturamento despencou em seis anos?, recorda. Um ano atrás, quando houve a remoção dos ambulantes e transferência de parte deles para o Shopping Popular, o negócio floresceu. Houve, em alguns meses, apurado até três vezes acima do valor mensal da venda aos clientes vindos de outras regiões?, disse. Os fornecedores também tinham menos dificuldade para abastecer o negócio, inaugurado duas décadas atrás. Mas os planos de expansão, vinculados a ações de marketing, foram abortados no início da semana passada, quando o poder público autorizou a remontagem das barracas na rua em frente à loja. Na Horizontal, loja ao lado, os últimos 11 meses sem a presença de ambulantes também significaram recuperação de prejuízo, segundo o empresário Luís Castro, proprietário do empreendimento. ?Assumi novos compromissos, ano passado. Ampliei o quadro de vendedoras e recuperei o faturamento médio diário até o patamar aceitável para pagamento de compromissos. De repente, nova queda no movimento e no faturamento também?, comentou, meio desolado. Especializado na comercialização de vestimenta importada da Índia, o negócio empregava, até a semana passada, seis vendedoras. Outras duas estavam sendo treinadas, mas não serão aproveitadas. Motivo: queda no faturamento. O empresário também se queixa da ?elevada carga tributária? que precisa ser honrada concorrendo com comerciantes que não pagam impostos. ?É muito pouco provável que esse pessoal fique só um mês aqui?, disse. Informados da presença dos camelôs em frente à loja, alguns de seus fornecedores já lhe demonstraram preocupação. ?Sabem das dificuldades que já enfrentava e que posso enfrentar de novo?, comentou. A prefeitura promete melhorias no Centro, incluindo a reestruturação do Shopping Popular e o estacionamento na Praça dos Palmares, ao lado das duas lojas ?prejudicadas? pelo comércio ambulante. Até lá, os camelôs não poderão ocupar espaço superior ao definido pela municipalidade: 1,5m x 0,8m. MM ?