Cidades
Milhares v�o �s ruas em protesto
A pé, milhares de trabalhadores subiam a Ladeira dos Martírios, ontem, entre 16h30 e 18h30, porque o protesto dos estudantes contra o aumento do preço da passagem, deflagrado na Praça do Centenário, no Farol, impedia o acesso de centenas de ônibus ao Centro da capital. ?Fiquei mais de hora e meia na Rua do Comércio esperando pela condução para chegar em casa, lá no Santos Dumont. Estou subindo a ladeira para ver se consigo tomar um ônibus lá na Praça do Centenário?, comentou, ofegante, Eliane Barros, desempregada. Para quem não desfruta do direito à meia passagem, pagar R$ 4,60 para ir ao Centro e regressar ao lar, nas imediações da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), é considerado dinheiro demais. ?Imagine se o preço subir para R$ 2,85, como estão dizendo. Já é muito caro?, afirmou. Quando falou à Gazeta, ela estava parada em ponto da Ladeira dos Martírios, observando os mais de três mil estudantes protestar, de forma pacífica, contra a intenção dos donos das empresas de transporte coletivo de reajusta o valor da passagem em até R$ 0,55. ?Para um trabalhador sem renda certa, pagar R$ 2,30 por uma viagem é muito pesado?, completou. Do mesmo ?drama? compartilhava a comerciária Luana Kelly, 22 anos, funcionária de um supermercado atacadista próximo ao trevo da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Embora receba vale-transporte para ir de casa ao trabalho, no turno matutino, disse estar preocupada com o desfalque no orçamento quando tiver de ?pagar caro? para ir à faculdade particular, no bairro do Farol. ?Mesmo pagando meia, terei muita dificuldade em pagar pelo que é ineficiente?, avisou. Portadora de cartaz com a frase ?Mais um aumento eu não aguento?, Luana foi à praça pública, pela primeira vez, para protestar, depois de ter recebido convite por meio de rede social.