Cidades
Protesto re�ne diferentes gera��es
Com a mesma disposição com a qual foi às ruas pela democracia no Brasil na década de 1960, a professora de geografia Arlinda Sales voltou a caminhar, ontem, com os milhares de manifestantes, por um país melhor e livre da corrupção, como ela afirmou. Ao lado da ex-aluna Iara Miranda, de 17 anos, que participava pela primeira vez de um protesto, Arlinda disse estar muito emocionada por ver que a juventude acordou e cobra melhorias para a sociedade. ?Eu lutei contra a ditadura e marchei por outras causas ao longo dos meus 66 anos. Hoje, estou emocionada em estar aqui, ao lado da minha ex-aluna, com quem encontrei no ponto de ônibus, vindo para cá. Muita gente se espanta ao ver uma ?velha? protestando contra a corrupção e outras mazelas que prejudicam o Brasil, mas nós temos que reagir?, declarou Arlinda Sales. Alunos do Colégio Atheneu, no Salvador Lyra, Fernanda Liberato, 17, e Neyla Oliveira, 15, fizeram as provas na escola e correram para se juntar ao protesto. ?Viemos gritar e fazer com que os políticos vejam que o Brasil precisa melhorar. Estamos nas ruas e isso vai ser constante, vamos cobrar a todo momento?, disse Fernanda Liberato, que faz o 3º ano do Ensino Médio. Quem também fez coro com os manifestantes foi o promotor e coordenador do Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc), do Ministério Público (MP), Alfredo Gaspar. Segundo ele, os políticos precisam entender o que há por trás dos protestos e lembrou que a manifestação chega em boa hora, também contra a PEC 37 ? que tira poder de investigação do MP. ?Os políticos precisam entender a mensagem do povo nesse momento. A luta é por um país sem corrupção. A sociedade vai às ruas e grita também contra a PEC 37, que é um crime contra a própria sociedade?, disse Gaspar. ?