Cidades
Fam�lias oficializam rela��es de paternidade
A tarde de ontem foi de muita alegria para 12 famílias que estiveram no Fórum de Maceió, para a audiência coletiva de adoção unilateral socioafetiva. Ao final, 15 pessoas, entre crianças, adolescentes, além de um adulto, que não tinham o nome do pai biológico, puderam ?sacramentar? a relação de afeto e carinho que nutrem pelos padrastos, que agora serão chamados de ?pai?. Foi a terceira audiência promovida pelo Núcleo de Promoção à Filiação. Por meio de uma equipe multidisciplinar, o NPF faz a análise dessas adoções oriundas de processos de reconhecimento de paternidade unilateral. ?Nós fazemos o acompanhamento das famílias. Há entrevistas, acompanhamento psicológico e social para verificar a afinidade, a afetividade, a dedicação e responsabilidade do novo pai?, explica a juíza Ana Florinda, titular da 22ª Vara Cível da Comarca da Capital, ao explicar que o processo de adoção é irreversível. Segundo informação da assessoria de comunicação do Tribunal de Justiça (TJ), ao todo eram 41 processos, dos quais foram selecionados apenas 15. Entre os processos que ficaram de fora da audiência de ontem, havia casos em que, durante o período no qual as famílias estavam sendo acompanhadas, os pais já tinham sido encontrados. Em outras situações, o casal havia se separado. Também houve casos em que o interessado na adoção faleceu. A equipe multidisciplinar do NPF também realiza o trabalho de identificação de crianças cujos nomes dos pais biológicos não constam no registro de nascimento. Uma vez identificadas, as crianças e as respectivas famílias passam a receber o acompanhamento da equipe do Núcleo. Na tarde de ontem, entre as doze famílias, estava a de Carlos Alberto de Oliveira. Ele estava fazendo o reconhecimento da paternidade de quatro crianças, das quais cuida com carinho e com a dedicação de um verdadeiro pai. Quando conheceu sua companheira, ela estava grávida do quarto filho. ?É uma história muito bonita a do Carlos Alberto. É muito gratificante para nós poder realizar esse trabalho?, disse a estagiária de psicologia do NPF, Juliana Magalhães. ?