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Protestos v�o continuar, avisam lideran�as do movimento

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Um dia após o maior ato público articulado pelo Movimento Passe Livre em Maceió, que levou cerca de 12 mil pessoas às ruas da cidade, os coordenadores da manifestação optaram pela prudência, ao invés de comemorar o êxito da mobilização. A maior preocupação é com a presença infiltrada de pessoas que tentaram desarticular as lideranças organizadas vinculadas a partidos, com ameaças e demonstrações de intolerância. O ato caminhou pacífico por quase todo o percurso, mas, próximo ao final de 10km de caminhada, da Praça do Centenário até a orla marítima, foi marcado pela hostilidade. Tanto que, ao perceberem que poderiam se envolver em conflitos, os militares do PSTU, PCR, UJS, PSB e até do PT optaram por se retirar, conjuntamente, do evento. ?Foi um ato bonito e grande, que Maceió nunca mais tinha visto. Infelizmente, algumas pessoas optaram por expulsar os integrantes dos partidos políticos. Não tem como dizer quem foi, mas partiram para cima, forçando até situações que poderiam resultar em briga. Nós que ajudamos a construir fomos tratados igual à época da ditadura, que nos obrigava a calar e abaixar as bandeiras?, queixou-se a estudante de Letras Laís Cavalcante, da Assembleia Nacional dos Estudantes ? Livre (Anel). Ela lembrou, ainda, que foram justamente as correntes políticas que atuam no movimento que se reuniram com a polícia e autoridades de trânsito para viabilizar o percurso da passeata, além da presença da polícia durante todo o protesto. Por causa do clima tenso, os coordenadores irão fazer uma grande discussão no fim de semana, para definir as novas estratégias. ?Vamos avaliar e ver como serão os próximos passos. Antes do ato de ontem era espontâneo. Agora sim, depois de revogarmos o aumento, vamos ver uma pauta?, completou o estudante de História Wibsson Ribeiro Lopes, da Anel. Ele disse também que havia entre os manifestantes pessoas que demonstraram, claramente, aversão à democracia, com discurso nacionalista. ?Para nós, a democracia não pode retroceder. Ao contrário, tem que avançar mais?, afirmou Wibsson.

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