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UM LUGAR PARA ALIVIAR O ESTRESSE NO CORA��O DE MACEI�

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O sol nasce, o dia começa agitado em Maceió. Talheres na mesa, cheiro de café, batida de porta, o tilintar de pratos da vizinhança é abafado pelo som do trânsito. Motores ligados, buzinas, um caminhão freia, motos aceleram, vendedores gritam: Macaxeeeeira! Olha o feijão veeerde! Sururuuu freeesco! Barulho de lava a jato, fumaça de ônibus lotado, lixo espalhado na chuva, mormaço de água no asfalto, confusão no semáforo queimado. Mais uma moto, trancão, bi-bi, estresse, o ponteiro não para. Fernandes Lima, Durval de Góes Monteiro, Buarque de Macêdo, Júlio Marques Luz, Siqueira Campos, Gustavo Paiva, Barão de Atalaia, João Pessoa, Cleto Campêlo. Quem foram estes homens? Pouca gente sabe, hoje eles viraram sinônimo de congestionamento, são vias entupidas de poluição, como artérias envenenadas pelo colesterol. A cidade precisa respirar, pede socorro. A natureza escuta, faz de tudo, mas o relógio da vida tem outros ponteiros. O pulmão de Maceió é grande, potente, não descansa. Tem mais de 4 milhões de árvores, 82 hectares de área e uma produção de 50 mil mudas para espalhar por toda a cidade. Com seis quilômetros de perímetro, o Parque Municipal de Bebedouro é a Área de Proteção Ambiental (APA) mais antiga do Estado e vai completar 35 anos de criação no próximo dia 27. A cidade se maltrata, corre, cresce louca e tosse. Já a vida brota oxigenada na Unidade de Conservação (UC) da Mata Atlântica, mesmo cercada pelo avanço de comunidades em Bebedouro, Chã da Jaqueira, Santa Amélia, loteamento Luiz Pedro, conjunto João Sampaio, Fernandez, Jardim Glória, Tabuleiro e por aí vai. São quase vinte aglomerações habitacionais nos arredores, mas o parque resiste heroicamente. Lá, os dias se passam no ritmo verde, quem dita as regras é a lei da natureza. Raízes aéreas gigantes descem ao chão para se alimentar, a florzinha laranja chamada ?língua de cotia? sobe em busca do sol. Líquens abraçam o tronco do angelim e protegem a casa da sucupira.

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