Cidades
Desinforma��o da popula��o agrava problema
Se para adultos a restrição alimentar já não é fácil, para crianças e adolescentes o processo se torna mais complicado, porque é nesta fase da vida que alguns alimentos são extremamente necessários para ajudar no crescimento e equilíbrio da saúde. É este dilema, entre restrição alimentar e vida saudável, que vive a família da estudante Clarice de Carvalho Alexandrino, 12 anos. Diagnosticada com intolerância a glúten desde os primeiros anos de vida, ela readequou a alimentação e recebeu apoio da família, que adotou a dieta especial. ?Após a fase da amamentação, ela rejeitava tudo o que comia. Clarice precisou ser internada, estava debilitada e não podia fazer o exame para investigar a intolerância. Assim, por sugestão do médico, fizemos um diário alimentar, para acompanhar a reação do organismo dela?, conta a recepcionista Patrícia Carvalho, mãe da garota. A estudante, que até os 7 anos também tinha intolerância à lactose, ao adotar uma disciplina alimentar adquiriu uma vida saudável. ?Clarice faz esporte, sai com as amigas e mantém uma vida social normal. A única diferença é que ela leva o lanche de casa?, relata Patrícia. Esta compreensão nem sempre é interpretada da melhor forma pelas pessoas, provocando um mal-estar social. ?Hoje, as pessoas que convivem conosco já compreendem melhor o problema da intolerância alimentar. Antes, muita gente pensava que o problema era uma simples alergia e que o fato de ela não comer algum alimento em determinado lugar era uma atitude de extrema proteção da nossa parte?, acrescenta Patrícia Carvalho.