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OS PERIGOS DE BRINCAR COM FOGO

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As fogueiras são, tradicionalmente, montadas e acesas para iluminar as noites juninas. Também servem para assar o milho verde e, juntamente com o calor das pessoas, que não param de dançar forró e quadrilhas matutas, aquecem a todos. Porém, para evitar acidentes e outros problemas de saúde em consequência da fumaça gerada pelas fogueiras, deve-se ter todo cuidado, desde a escolha da madeira a ser queimada até o momento de acendê-las. O Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas (CBM/AL) e o Ministério Público Estadual (MPE/AL) estabeleceram algumas regras que devem ser seguidas à risca, para a segurança de todos. O coronel Paulo Marques, do Corpo de Bombeiros, conta que a corporação estabeleceu regras para o Arraial Central do Jaraguá, que também servem para quem vai acender fogueiras em outros bairros. O militar esclarece que, para fins de garantir a segurança nos festejos, a fogueira não pode ser montada em via de trânsito de veículos, embaixo de fiações, e não pode ultrapassar um metro de altura pois, acima disso, ela corre o risco de tombar na hora de queima e machucar alguém que esteja por perto. Além disso, deve ser construída a uma distância de 20 metros de vidraças, porque o calor pode estilhaçar os vidros. No momento de acender a fogueira, Paulo Marques orienta que não se deve utilizar produtos químicos como álcool, gasolina ou tíner. Ele diz que, no caso do álcool, pode ocorrer a explosão do vasilhame. O coronel alerta a população sobre os riscos que a radiação do calor oriundo das fogueiras pode causar nos olhos, como vermelhidão e queima da retina, principalmente, em crianças. * Sob supervisão da editoria de Cidades.

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