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Apesar de dados, Vilela fala em melhoria

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O relatório da OAB/AL sobre o número de assassinatos encostou ainda mais o governador Teotonio Vilela Filho contra a parede. Segundo a Comissão de Direitos Humanos da OAB alagoana, de janeiro de 2012 a maio deste ano, 1.603 jovens com idades até 24 anos foram assassinados no Estado. O relatório foi divulgado ontem, momentos antes da solenidade de inauguração da Central de Flagrantes, unidade da Polícia Civil onde são registrados flagrantes de crimes, transferida do bairro do Prado para a Avenida Fernandes Lima, no bairro do Farol, uma das mais movimentadas da capital. O governador foi pessoalmente entregar o novo equipamento à população, e lá não pôde escapar aos questionamentos sobre os números da OAB, que contrariam o discurso de Vilela, para quem a implantação do Programa Brasil Mais Seguro reduziu em 13%, em média, o número de homicídios em Alagoas. O governo faz avaliação positiva das ações que foram executadas desde a implantação do programa. Segundo Vilela, seu governo investiu R$ 160 milhões que, somados aos R$ 50 milhões repassados pela União, permitiram ?a redução do número de homicídios no Estado?. Segundo o discurso do governador, desde 2007 não havia registro de sucessivas quedas nos índices de violência, redução que, segundo declarou, é superior a 21% na capital. REDUÇÃO ?Chegamos a um ano do Brasil Mais Seguro e continuamos num patamar inaceitável em relação ao número de homicídios. Mas ninguém pode questionar o fato de que, em 2012, fomos o Estado brasileiro que mais reduziu o número de assassinatos?, declarou Teotonio Vilela. Para isso, destacou as operações conjuntas das polícias Civil, Militar e da Força Nacional, prendendo foragidos da Justiça e desarticulando quadrilhas de criminosos que vinham agir em Alagoas. O reforço na estrutura da Delegacia de Homicídios garantiu a identificação dos autores dos homicídios e consequente encaminhamento dos inquéritos à Justiça. Vilela destacou também a aquisição de equipamentos para reforçar a estrutura policial, como armas e viaturas para as polícias e o Corpo de Bombeiros Militar (CBM).

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