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LA�OS AFETIVOS DEVEM SER REFOR�ADOS, DIZ PROFESSORA

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Uma assistência digna precisa garantir o bom desenvolvimento da gestação e que os primeiros meses de vida da criança seja vivenciado junto das respectivas mães, defende a professora. Para ela, o Estado deve atuar para fortalecer os laços afetivos com companheiros, mães, pais, filhos e outros parentes e amigos, para que a reeducanda sinta a força desses laços como impulsionador da reintegração social. Mas, ressalta, a reinserção não depende apenas do Estado. ?A sociedade deve se abrir para receber essas pessoas, além da própria reeducanda, que deve buscar, em sua vida e nas relações que a cerca, os motivos para não mais delinquir?, analisa a professora. Neste sentido, ela destaca a regionalização das unidades como medida muito importante. Essa é, enfatiza Elaine, uma tendência há muito fomentada pelo Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária. Regionalizar os presídios ? feminino ou masculino ? permitirá um contato mais estreito do preso, seja homem ou mulher, com seus familiares, o que colabora para a reintegração social. ?No caso de Alagoas, seria muito interessante que houvesse um ou mais presídios femininos no interior?, defende ela. Seu apelo se sustenta na pesquisa que realizou em 2010, para o doutorado em Sociologia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), sobre a vivência das mulheres no pós-cárcere. ?Pude constatar diversas situações em que as mulheres perdem os vínculos com seus filhos pequenos, que sequer as reconhecem como mães, já que elas não conseguem vivenciar essa maternagem, sobretudo quando os familiares moram em comarcas do interior e não têm condições de trazer os filhos pequenos semanalmente para as visitas?, revela a professora-doutora.

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