Cidades
M�dicos alagoanos aderem � paralisa��o
Em meio aos protestos e manifestações que infernizam a vida dos maceioenses e tiram deles o direito de ir e vir, hoje é a vez de os médicos alagoanos tomarem as ruas para o dia de greve geral da categoria. O movimento é nacional e reivindica que 10% da receita líquida da União seja destinada à saúde. Outro ponto da pauta é a briga contra a contratação de médicos estrangeiros sem a revalidação do diploma, uma reação ao anúncio da presidente Dilma Rousseff sobre a intenção do governo de contratar médicos com diplomas obtidos no exterior, sem que para isso seja necessária a revalidação do documento. ?Em qualquer país do mundo, o médico estrangeiro tem que comprovar que conhece a medicina e que domina a língua do país onde se propõe a trabalhar?, disse o presidente do Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed-AL), Wellington Galvão. Segundo ele, os médicos também brigam em nível nacional pela criação da carreira médica de estado em regime permanente, além de estrutura adequada e condições dignas de trabalho para exercer a profissão. ?Não precisamos de médicos estrangeiros, temos muitos profissionais em todas as regiões do Brasil. Precisamos que a profissão seja valorizada e que sejam dadas as condições de trabalho?, disse o presidente do Sinmed Wellington Galvão. Segundo ele, os médicos defendem que, além de uma reestruturação das unidades de saúde, como postos e hospitais, o Brasil também necessita que haja uma carreira médica, nos moldes de profissões como por exemplo a de magistrados, em que os profissionais médicos também possam ter dedicação exclusiva. PASSEATA Os médicos se concentram a partir das 8h, na sede do Conselho Regional de Medicina de Alagoas (Cremal), no bairro do Farol. Antes de seguirem em passeata, às 9h, líderes do movimento concedem entrevista. A caminhada seguirá pela Avenida Fernandes Lima, rumo à Praça do Centenário. ?A ideia é que ocupemos apenas a faixa da direita da avenida e deixemos a faixa da esquerda para o tráfico de veículos, pois entendemos que não temos o direito de impedir o ir e vir das pessoas?, disse Galvão. Segundo ele, a expectativa é de que cerca de dois mil médicos participem da manifestação. ?