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Desabamentos deixam 2 soterrados

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Em meio à forte chuva que caiu em Maceió, desde a noite da última terça-feira, os moradores que vivem em áreas de risco, na periferia da capital alagoana, correram para salvar as próprias vidas. Com praticamente 24 horas de chuva ininterrupta, foram registrados diversos alagamentos de ruas e deslizamentos de barreiras, em diversos pontos da cidade. No bairro de Ipioca, um muro de arrimo desabou, destruiu uma casa e soterrou o pintor José Geraldo da Silva, 68 anos. Ele foi retirado dos escombros com vida pelos vizinhos, na localidade conhecida como Alto do Boi. ?Eu já estava deitado na cama quando ouvi um forte estrondo e senti a pancada em cima de mim. A casa veio abaixo, fiquei preso entre madeira, tijolos e telhas. Se não fossem os vizinhos, a essa hora estaria morto?, contou José Geraldo, enquanto procurava nos entulhos o que havia sobrado de seus pertences. Horas depois, já pela manhã de ontem, um outro deslizamento de terra soterrou duas casas, na Garça Torta. No acidente, o aposentado Givaldo dos Santos, 58 anos, ficou sob os escombros e também foi retirado pelos vizinhos. Em situação estável, o aposentado foi encaminhado para o Hospital Geral do Estado (HGE). No mesmo local, a outra casa atingida foi a da aposentada Maria de Fátima Ferro dos Santos, 42 anos. ?Ainda estou atordoada com tudo que aconteceu. Hoje pela manhã, uma das minhas filhas percebeu o barro descendo da encosta e disse que eu evitasse ficar na cozinha. Por precaução, eu já estava na sala, com os dois cachorros, quando tudo veio abaixo. Não imaginávamos que a água e a lama pudessem descer desse jeito, destruindo tudo?, relatou a aposentada. Com o incidente, o Corpo de Bombeiros esteve no local e isolou a área, recomendando que os moradores procurassem casas de familiares para se abrigar. ?Devido à previsão de chuva e a situação do terreno, que ainda apresenta muita instabilidade, o melhor para essas famílias é deixar o local e evitar até mesmo entrar no imóvel para buscar pertences. Outros desmoronamentos podem ocorrer e não há como prever a proporção?, falou o tenente Duarte, do Corpo de Bombeiros.

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