Cidades
Chuvas intensas causam transtornos � popula��o
Em menos de 24 horas, metade do volume de chuva que estava previsto para cair em todo o mês de julho desabou sobre Maceió. O resultado foi uma série de transtornos para a população. Alagamentos, queda no fornecimento de energia elétrica e acidentes de trânsito foram registrados. Até barcos foram utilizados para transportar os moradores no bairro de Bebedouro. Além dos desabementos na noite de terça-feira, em Ipioca e Garça Torta, que deixaram duas pessoas soterradas, também houve desabamento, na manhã de ontem, na Grota do Bom Jesus, no conjunto Henrique Equelman, no Tabuleiro do Martins. Até o início da tarde de ontem, a Coordenadoria Municipal de Defesa Civil havia registrado 15 deslizamentos de barreiras em áreas de risco. Destes, cinco ocorreram no bairro do Mutange. Ainda ontem à tarde, quatro casas desabaram na comunidade do Flexal de Cima, no bairro de Bebedouro um dos mais atingidos pelas chuvas. Não houve vítimas. As chuvas provocaram ainda a suspensão do atendimento no PAM Salgadinho, que ficou sem energia elétrica por causa da queda de uma árvore. As aulas na Universidade Federal de Alagoas foram suspensas. As águas da chuva ameaçavam invadir os blocos onde funcionam os cursos. Conjuntos residencias, como o Denisson Menezes, localizado no entorno da Ufal, também ficaram alagados. Todas as unidades do sistema prisional foram afetadas pelas chuvas torrenciais. Na tarde de ontem, o vice-prefeito de Maceió, Marcelo Palmeira, destacou que as equipes da Secretaria Municipal de Infraestrutura, da Superintendência Limpeza Urbana de Maceió e da Secretaria Municipal de Assistência Social estão atuando para prevenir situações calamitosas. Já era noite quando moradores do Poço protestaram por causa da falta de energia elétrica, que afetava o bairro desde as 3h da manhã, quando uma árvore caiu. Pneus e pedaços de madeira foram queimados e uma das vias foi interditada. Moradores do Jacintinho também fecharam a Rua Coroneu Paranhos, por volta das 19h de ontem, em protesto contra a falta de energia. Segundo Eletrobras, as equipes nas ruas foram triplicadas, mas, por conta das chuvas, o número de ocorrências é muito maior do que o normal. ?