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Inunda��es provocam revolta da comunidade

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Moradores do residencial Ernesto Gomes Maranhão e do Village Campestre 1 e 2 se uniram e bloquearam os dois sentidos da Via Expressa, próximo à Polícia Rodoviária Federal (PRF), no fim da manhã de ontem. Eles reivindicam tanto o sistema de drenagem do Village quanto a instalação de um semáforo ou lombada, na entrada do residencial, local de constantes acidentes. Agentes da Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal e Corpo de Bombeiros foram acionados. Os manifestantes queimaram pneus e a fumaça tomou conta do local. O trânsito fico interrompido. O protesto foi pacífico e não houve tumulto entre motoristas e manifestantes. Várias pessoas não foram trabalhar, com medo de a água invadir as casas. Segundo os moradores dos residenciais, todos os anos, nesta mesma época, a população do Village tem as casas alagadas e acaba quebrando o muro do condomínio, para que a água evacue. Mas o que seria uma solução acaba virando um problema para os moradores do Ernesto Maranhão, já que a água que escorre do Village passa a se acumular no local. ?Desde 2009 que isso acontece e, até hoje, a Caixa Econômica Federal e a Administradora Fontes não fizeram nada?, reclama a moradora Rosiane Basílio. ?Meu vizinho perdeu foi tudo e nada foi feito, o muro ficou com vários buracos por mais de um ano, facilitando inclusive a entrada de ladrões?, completa. Um outro morador, que pediu para não ser identificado, disse à reportagem que já foi solicitada e aprovada pelo Departamento Nacional de Insfraestrutura de Transportes (Dnit) a implantação de um semáforo, mas a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) teria alegado não ter condições de instalar o equipamento, que custa cerca de 17 mil. ?Queremos pelo menos que se façam dois quebra-molas e que a Caixa Econômica Federal venha resolver o problema dos alagamentos?, disse outro morador. ?A Caixa está empurrando com a barriga, até o fim de novembro, quando finda o contrato de cinco anos de garantia dos imóveis do Ernesto Maranhão, para ficarmos a ver navios. Ela alega que precisa de uma autorização de Brasília para fazer o muro de pedra?, indaga outra moradora. * Sob supervisão da editoria de Cidades.

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