Cidades
M�dicos fazem caminhada em protesto
Os médicos alagoanos também participaram do dia nacional de protesto convocado pelas entidades nacionais da categoria, como o Conselho Federal de Medicina e a Federação Nacional dos Médicos, contra a contratação de médicos cubanos para atuar no País. A iniciativa da presidente Dilma Rousseff vem sendo repudiada pelos médicos brasileiros, que cobram que os diplomas dos cubanos sejam validados por aqui. Sem se incomodar com a chuva forte que caiu durante todo o dia, ontem, cerca de 500 médicos saíram em caminhada, da sede do Conselho Regional de Medicina de Alagoas (Cremal) até o Palácio República dos Palmares. Ali, cantaram o Hino Nacional e, em discursos de suas lideranças, responsabilizaram o governador Teotonio Vilela Filho pelas precárias condições da assistência na rede pública. Com faixas e cartazes, eles ocuparam uma faixa da Avenida Fernandes Lima. Guiados por uma unidade do Batalhão de Policiamento do Trânsito (BPTran), eles não bloquearam nenhum trecho da avenida. A contrário do que se esperava, o tráfego de veículos fluiu normalmente. ?Estamos na rua para dizer que o médico não pode ser responsabilizado pela falta de assistência à saúde. O que falta para o sistema funcionar dignamente são salários dignos e condições de trabalho?, disse o presidente do Sindicato dos Médicos (Sinmed/AL), Wellington Galvão. O presidente do Cremal, Fernando Pedrosa, fez declarações onde ressaltou a mobilização da classe médica brasileira contra a importação de médicos, sejam cubanos ou de qualquer outra nacionalidade, considerando que ?não faltam médicos em Alagoas e nem no Brasil?. Segundo ele, o protesto nacional da classe é a reafirmação de reivindicações antigas, como mais investimentos em saúde. ?A população exige assistência de qualidade e nós exigimos condições para o exercício da medicina?, declarou Pedrosa.