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Procurador compara carceragem a chiqueiro

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Arapiraca ? A situação das mulheres presas em Arapiraca é alvo de preocupação da Defensoria Pública há vários meses. Além da ação civil pública ajuizada esta semana pedindo a interdição da cela feminina na Central de Polícia, a entidade já havia dado entrada em outros processos com o intuito de melhorar as condições de carceragem. ?O local onde essas presas estão hoje [na Central de Polícia] só pode ser comparado a um chiqueiro. É completamente desumano manter qualquer pessoa ali dentro. Aliás, queria encontrar um adjetivo pior que desumano para tentar explicar o que é aquela cela-banheiro, mas não encontro?, declarou o defensor público André Chalub, um dos autores da ação, que é assinada também por Roberto Alan e conta com um relatório produzindo pelo Conselho de Defesa dos Direitos da Mulher. De acordo com Chalub, meses atrás a Justiça determinou a interdição do xadrez da Delegacia da Mulher de Arapiraca, após uma ação movida pela Defensoria Pública, mostrando que as celas, que não contavam com água encanada ou energia, estavam em condições insalubres. ?A intenção era obrigar o Estado a fazer uma reforma nas celas, mas a solução adotada na época foi de, simplesmente, mandar essas presas para a Casa de Custódia, para uma cela separada dos homens. Só que a lei determina que homens e mulheres presos devem ficar em unidades separadas e também começaram a acontecer problemas?, ressaltou. O defensor conta que, dentro da Casa de Custódia, a cela feminina era separada apenas por grades da ala masculina. Por conta disso, os presos começaram a manter relações sexuais entre as grades e houve até mesmo caso de prostituição. A Defensoria Pública, mais uma vez, interveio e a Justiça determinou a retirada das presas da Casa de Custódia. ?E então aconteceu o pior. Como não existe qualquer local para manter mulheres presas em Arapiraca, pegaram um banheiro na Central de Polícia, tiraram o vaso sanitário, puseram uma grade e o espaço se transformou em cela feminina?, relatou.

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