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Subnotifica��o prejudica a��es de combate � mortalidade infantil

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O Comitê Estadual de Combate à Mortalidade Materno-Infantil discutiu ontem, em sua 8ª reunião ordinária, a situação dos comitês municipais, a investigação de óbitos e as subnotificações. ?A subnotificação continua sendo um dos grandes problemas que enfrentamos?, disse o diretor do Hospital Universitário (HU), médico João Macário, um dos integrantes do Comitê. Segundo ele, lamentavelmente o Estado ainda não dispõe de informações absolutas sobre nascimentos e mortes no parto. Uma das conseqüências é que, sem indicadores corretos, os recursos investidos em programas destinados a reduzir a mortalidade infantil se perdem. Ainda na reunião, os integrantes do comitê solicitaram que o governo, através da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), garantisse às famílias de baixa renda o direito de obter gratuitamente a certidão de óbito. O comitê estadual é uma instância de representação multisetorial que norteia as políticas públicas destinadas a reduzir o número de crianças que morrem antes de completar um ano de idade. Seu objetivo é, com base na experiência de cada entidade, garantir a população meios de enfrentar as causas da mortalidade. Os números do Sistema de Informação de Atenção Básica (SIAB) indicam que, em Alagoas, de janeiro a setembro deste ano, o índice de mortalidade chegou a 37,5 mortes por cada mil crianças nascidas vivas. Até 1998, cerca de 68,5 crianças em cada grupo de mil nascidas vivas morriam antes de completar um ano. A meta da Sesau é baixar ainda mais esse índice, chegando a 35 mortes por cada mil nascidas vivas.

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