loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

Terreno doado espera por obra

Ouvir
Compartilhar

Maragogi ? Diretor da escola pela Gestão Democrática, o professor de geografia Artur Cavalcanti Bezerra, 49 anos, está à frente da Batista Acioli há dois anos. Ele conta que a unidade, no centro da cidade, funciona com cinco salas, mas desde no começo dos anos 2000 a demanda por vaga de novos alunos forçou quem dirigia o colégio e a secretaria de educação buscar um lugar para que os estudantes não ficassem sem estudar. ?À época, a saída foi alugar aquele prédio onde funciona o anexo há 13 anos. O local era maior, mas o proprietário do anexo vendeu parte do terreno para que a Caixa Econômica construísse sua sede lá. Tentamos uma saída para alugar outro lugar na cidade, mas não encontramos?, explicou Artur Bezerra, que ainda disse que o anexo pode ter que deixar de funcionar a qualquer momento porque existe planejamento de ali ser erguida uma outra agência bancária, agora do Banco do Brasil. ?Soube que existe o interesse de se construir, naturalmente no anexo onde os 700 alunos estudam?, disse o diretor. O diretor conta que há pelo menos dois anos, a prefeitura de Maragogi cedeu um terreno para que a SEE construísse uma nova escola na cidade. Localidade na AL 101 Norte, onde está sendo construído o novo fórum, o terreno foi regularizado, mas segue sem obra alguma. ?O terreno fica no conjunto Deda Paz, perto do fórum. Foi doado há quase dois anos, mas até agora nada foi feito. Por enquanto, estamos nos virando como pudemos e fazemos o melhor que está a nosso alcance. A secretaria também tentou achar um prédio aqui em Maragogi para sairmos do anexo, mas não encontrou?, disse Artur Bezerra. O diretor reconheceu que o anexo não reúne condições com o mínimo de dignidade para os alunos e professores, mas negou que haja rato, gabiru e cobras nas salas ou no espaço tomado pelo mato. ?A fiação de fato estava velha e, com a chuva, o negócio complicou porque pegou fogo e deu choque. Mas rato, gabiru e cobra não existe. O mato que vocês viram é tirado com regularidade, mas com esse período de chuva não adianta muito, a gente limpa e logo cresce novamente?. Já sobre as pareces úmidas, as portas quebradas e o quadro que fecha um vão por onde se chega a um beco sujo, ele afirmou que a escola tem como verba somente R$ 14 mil, do PDDE ? Programa do Dinheiro Direto na Escola, do Governo Federal. ?Foi com esse valor que trocamos a fiação, mas é muito pouco e temos inúmeras outras atribuições para o dia a dia e não podemos nos transformar em dinheiro?.

Relacionadas