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Alunos dividem espa�o com ratos

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Maragogi ? O aspecto é o pior possível. Paredes úmidas, buraco em tetos de algumas salas que dão vazão à água da chuva que tem caído na cidade há alguns dias. Por conta da falta de estrutura, os 700 alunos das sete turmas de uma extensão da única escola estadual em Maragogi, a Batista Acioli, ficaram quase uma semana sem aula, no final do mês passado, porque as paredes e interruptores do local passaram a dar choque. Velha, a fiação foi trocada no processo que os próprios estudantes chamaram de ?gambiarra?. Além disso, a ventilação é praticamente nenhuma, porque há salas onde o ventilador não funciona. Para piorar a situação, o único espaço que poderia servir de pátio para os jovens está tomado pelo mato. Também de acordo com os alunos e alguns professores que conversaram com a Gazeta, há turmas onde eles são obrigados a observas ratos e gabirus caminhando pelo teto das salas, que não são forradas. Não é por acaso que alguns dos estudantes chamam o anexo da Batista Acioli de ?presídio?.Mas, mesmo com todo situação de precariedade da Batista Acioli, cuja sede foi fundada em 1938, a escola de Maragogi foi esquecida pela rede. ?Não é toda noite, mas tem um gabiru que passa com frequência pelo teto, pelo chão, ele sempre caminha. Também isso aqui é um presídio e não uma escola?, declarou uma aluna que pediu para não ser identificada, atitude de alunos e professores durante a reportagem que a Gazeta fez no anexo, onde funcionam sete salas. Professores afirmam que não há motivação para dar aula e estudar com porque o local é insalubre e não possui o mínimo conforto para as atividades pedagógicas. ?Não existe motivação para professores e alunos aqui nesse local. Como você vê, a situação é de total insalubridade. Mas é o que temos e não temos o que fazer. Continuamos que as autoridades que tomam conta da educação no Estado olhem aqui para o anexo da Batista Acioli e achem uma solução?, declarou um professor que está em estágio probatório e não quis ter o nome revelado temendo represálias. A cada investida da reportagem pelo anexo, um novo descaso chamava a atenção. No 1º ano J noturno, o quadro da sala de aula está colocado, horizontalmente, em um local onde, provavelmente, existia uma porta. O vão dá para um corredor úmido e com mato. ?Por aqui passam bichos e o vento frio?, contou um aluno. ?

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