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Escolas continuam abandonadas no interior do Estado

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Até o final do ano passado, a Secretaria de Estado da Educação (SEE) promoveu reforma em 173 unidades de ensino em Alagoas, dez delas escolas indígenas. O número, por si só, pode impressionar, principalmente levando em consideração a crise agravada pelo desabamento de salas de aula em Maceió e em Campo Alegre, que fizeram o Estado decretar situação de emergência na Educação em 2011. Na época, uma comissão foi formada na SEE para avaliar a estrutura de todas as escolas da rede estadual e foi responsável por definir quais as unidades seriam prioridade para reforma. Entre as que ficaram de fora, no entanto, algumas estão em situação extremamente precárias. Em uma ponta do Estado, a Escola Estadual Batista Acioli, em Maragogi, tem ratos e gabirus dividindo o espaço que alunos e professores chamam de ?presídio?. Na outra ponta, no município de Piranhas, como o muro da Escola Estadual de Xingó II (EEX II) está há muito tempo violado, foi necessário tapar janelas e rodear todo o pátio com grades para evitar o tráfico de drogas. Apesar da grande distância entre as duas escolas, a precariedade da estrutura física provoca problemas semelhantes, que vão desde a baixa estima dos estudantes e desmotivação dos professores à queda nas notas do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e à evasão escolar. FALTAM PROFESSORES Na Escola Xingó II, a turma do segundo ano do Ensino Médio iniciou com 22 alunos, mas, no final de junho, a caderneta de um dos professores tinha asteriscos após vários nomes da lista de chamada, simbolizando os desistentes. No decorrer do segundo bimestre do ano letivo, restam apenas sete alunos. E no dia que a Gazeta de Alagoas visitou a escola, apenas uma estudante continuava esperando pela terceira aula, já que as duas primeiras foram vagas devido a falta de professores.

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