Cidades
Arquitetas defendem pesquisa com moradores
Durante as andanças com o repórter fotográfico José Feitosa, em busca de áreas ocupadas por famílias em pleno momento de lazer, encontramos a Praça General Góes Monteiro (ou Praça do Centenário). Localizada no início da Av. Fernandes Lima, por causa da quantidade de árvores, é uma espécie de ?pulmão? da região. Foi lá que encontramos uma família inteira curtindo um fim de tarde e respirando um pouco de ar quase puro, graças à boa arborização do lugar. ?Moramos numa rua aqui próximo e a praça é o único lugar onde dá para praticar um pouco de esporte e para a criançada andar de bicicleta. As outras opções são longe e acabam ficando caras, já que temos de gastar com combustível?, disse Rubens Sebastião Ehrardt. Ao lado da esposa, Sandra Maria, ele observava a correria dos filhos Mirele, de 12 anos, Jaques, 13 anos, e de Ellen, 3 anos. ?Uso a praça desde que era pequena. Fico feliz em vir para cá. É mais divertido porque todos ficam juntos e, além disso, é um momento onde a família se reúne?, disse Mirele, ainda ofegante, depois de uma pausa nas pedaladas. CUIDADO Foi para tentar preservar cenas como esta que o então prefeito Pedro Vieira, ao assumir o comando da cidade nos anos 90, mandou cercar todas as praças da cidade. Engenheiro de formação, Pedro relembrou a medida e disse que a tomaria novamente, se lhe fosse atribuída esta missão. ?Quando tomamos posse, as praças eram ocupadas de forma indiscriminada. Na Praça Deodoro tinha até gente morando. Eram 13 barracas, umas até com banheiro. Minha ideia era devolver a praça ao povo. A população aprovou. Não gastei um real porque convoquei as empresas para adotar os espaços?, lembrou Pedro. A medida foi criticada pela oposição, que acusava-o de ter tirado o direito de ir e vir das pessoas. Mas Pedro rebate: ?De forma alguma, porque tinham as calçadas laterais. Como complemento de nossa medida, à meia-noite um guarda fechava as praças, para ninguém invadir?, completou Vieira. Independente da polêmica, Vieira lembra que conseguiu frear o abandono e a utilização da praça para o consumo de drogas e até para a prática de sexo explícito. Ele lembra que as famílias voltaram a aproveitar os locais.