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Trabalhadores fecham porto

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Sem conseguir avançar nas negociações por direitos trabalhistas, portuários que atuam de forma terceirizada no Porto de Maceió prometem fazer mais uma mobilização, na entrada do terminal portuário. Ontem, eles bloquearam com pneus em chamas o acesso ao porto, impedindo o tráfego dos caminhões, que ficaram estacionados ao longo do bairro de Jaraguá. Os manifestantes, que trabalham no local como estivadores, arrumadores, conferentes, vigias de navio, operadores e balanceiros, cobram às empresas o pagamento do Fundo Social e do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), que segundo eles estão atrasados há mais de dois anos. ?Além destes direitos trabalhistas, cobramos também melhores condições de trabalho. Faltam equipamentos de proteção individual para os trabalhadores e ambientes dignos para quem passa horas no trabalho. As condições são tão precárias que dividimos espaço com ratos e baratas?, falou o operário Márcio Petrônio. Com a entrada do porto bloqueada pelos manifestantes, o trabalho de carga e descarga ficou comprometido e os caminhões ficaram estacionados nos arredores do bairro de Jaraguá. Militares do Gerenciamento de Crises da Polícia Militar foram acionados para negociar a liberação do acesso. Homens do Batalhão de Operações Especiais (Bope) estiveram no local para acompanhar a mobilização, mas não entraram em ação. No fim da manhã de ontem, operários e representantes do Órgão Gestor de Mão de Obra (OGM) fizeram uma reunião, mas não chegaram a um consenso. ?São cerca de 1.500 trabalhadores com o Fundo Social e o FGTS atrasados. Se isso não for resolvido, vamos voltar a fechar a entrada do porto e parar mais uma vez as atividades?, completou Márcio Petrônio.

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