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Desabrigados reclamam de valor

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As famílias que moravam em uma grota localizada no entorno do Conjunto Henrique Equelman, no Tabuleiro do Martins, e ficaram desabrigadas devido às recentes chuvas questionaram, ontem, o valor de R$ 150,00 que será pago pela Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) para custear o aluguel, temporariamente. A reivindicação é para que o valor aumente, já que na própria favela de onde vieram o menor aluguel custa R$ 250,00. Ontem, completou uma semana que as 29 famílias ocupam, provisoriamente, salas de aula da Escola Municipal Nise da Silveira. Uma das desabrigadas, a lavadeira Maria José Alves da Silva, 45 anos, não escondeu sua preocupação. ?Vim para cá com três netos, minha nora, meu filho e meu marido. Eu trabalhava, mas como lavava roupa em casa, agora estou parada. Para completar, meu marido está desempregado. Por isso, estou preocupada porque, com esse dinheiro, não vai dar para morar como eu morava antes da chuva?, disse ela. Maria alertou, ainda, para o fato de ter recebido quentinhas com comida azeda, na noite anterior. Tanto a residência dela quanto a de sua vizinha, Ana Gláucia Farias de Lima, 21 anos, foram atingidas pela queda de uma barreira e pela tubulação de esgoto que estourou por baixo das residências. ?A água estava vindo de baixo para cima. Estou aqui com meus três filhos e o meu marido, que faz ?bico?. Ontem, meu filho teve uma crise de asma e chegou a apagar. Estou muito preocupada com essa situação, principalmente, porque não tem casa por R$ 150,00?, disse. APOIO Por telefone, a coordenadora-geral dos Benefícios de Assistência Social da Semas, Wélida Santos, explicou que, no momento, R$ 150,00 é o valor oficial que o município pode repassar, por meio do aluguel social. ?Sabemos que o valor é baixo e, dificilmente, dará para alugar uma casa, mas não podemos viabilizar outro [valor] e depois não pagar. Mas, estamos trabalhando para elevá-lo a R$ 250,00. Isso, porém, terá que seguir os trâmites, até chegar à Câmara. Não é algo que depende só de nós?, detalhou Wélida. Enquanto isso, estamos agilizando os processos para liberarmos os primeiros recursos. ?No momento, estamos repassando cestas básicas, almoço e jantar, água, fraldas para as crianças e assistência médica?, completou. ?

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