Cidades
M�dicos e acad�micos s�o contr�rios � medida
O médico Fernando Pedrosa, presidente do Conselho Regional de Medicina (CRM/Alagoas), reagiu à medida provisória da Presidência da República que ?impõe? aos acadêmicos de Medicina trabalho de dois anos no Sistema Único da Saúde (SUS), como requisito à obtenção do diploma de graduação. ?Vamos ao Judiciário lutar pela derrubada desta medida?, criticou o médico, para quem a ?imposição estatal? frustra quem planeja se especializar após a conclusão do curso, que dura seis anos e, com a medida, só seria concluído em oito. ?As pessoas não podem ser obrigadas ao trabalho forçado?. A medida faz parte da estratégia de ampliação e descentralização da oferta de médicos em todo o Brasil e atinge alunos de Medicina que ingressarem nos cursos a partir de 2015. Pelo trabalho ?forçado?, na atenção básica e nos serviços de urgência em municípios pequenos e com estrutura nem sempre adequada, os acadêmicos receberão bolsa mensal acima de R$ 10 mil. A meta do Governo é criar 11.447 novas vagas, em instituições públicas e privadas, até 2017, ampliando os cursos para outros 60 municípios onde não há escolas para formação de médicos. Um deles é Arapiraca, no Agreste. OPINIÕES Acadêmicos de Medicina ouvidos pela Gazeta, ontem à tarde, também discordaram da decisão do Ministério da Educação, oficializada pela presidente Dilma Roussef. ?Tudo não passa de um tapa-buraco do governo, que deveria investir na criação de carreira e na melhoria das condições de trabalho dos médicos?, comentou Rafael Aquino, aluno do 4º ano de Medicina da Escola de Ciências Médicas de Alagoas. Thalyta Rodrigues também discorda do governo federal. ?O Brasil é carente de especialistas. A obrigação atrapalha o processo de formação, inclusive dos médicos interessados em prestar melhor serviço à sociedade, na capital ou no interior do Brasil?, diz. Para Adilson José, o direito à escolha quanto ao local de trabalho é essencial à satisfação profissional. Jhony Gusmão, seu colega de turma, rebate o governo. ?Quando nossos políticos dependerem do SUS, tudo mudará para melhor?, ironiza. ?