Cidades
Marcha na capital n�o tem ades�o esperada
Mesmo sem a força, a vitalidade e a emoção das últimas manifestações protagonizadas pela juventude de todo o Brasil, o protesto convocado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) ganhou as ruas de Maceió, provocou transtorno no trânsito e obrigou comerciantes a fecharem as portas mais cedo. A organização local do Dia Nacional de Lutas, marcado por greves e grandes mobilizações da classe trabalhadora em todo o país, previa uma grande passeata, com a participação de pelo menos 30 mil pessoas, mas, mesmo com o reforço de agricultores ligados a movimentos que lutam pela reforma agrária e da base de sindicatos de classe, ?apenas? cerca de 3 mil pessoas marcharam pelas ruas da capital. As reivindicações foram condensadas em uma pauta unitária, onde constavam a rejeição do Projeto de Lei 4330, que retira direitos dos trabalhadores e promove a terceirização no serviço público, a redução da tarifa do transporte coletivo sem cortes dos gastos sociais, destinação de 10% do orçamento da União para a saúde pública e de 10% do PIB para a educação pública, fim do Fator Previdenciário, redução da jornada de trabalho para 40 horas sem redução de salários, além de reforma agrária e suspensão dos leilões de petróleo, entre outros pleitos. Em Alagoas, as reivindicações passam por falta de políticas públicas em saúde, educação e saneamento. Outra bandeira é a valorização do servidor público, além da discussão sobre a violência em Alagoas que, segundo os manifestantes, vem vitimando principalmente os jovens negros da periferia.